Desterro é, por si só, segundo o velho Google, o ato ou o efeito de desterrar, de expulsar alguém, de exilar.
É também um termo que, isolado, parece quase impessoal. Uma ideia de perda de lugar, de afastamento, de um processo de deslocamento.
também é meu sobrenome.
O nome não é só uma referência familiar ou falta de criatividade. Ele fala sobre movimento, ruptura e reinvenção. Sobre sair de um lugar e, inevitavelmente, não caber mais no anterior. E talvez seja exatamente isso que une minha trajetória pessoal ao que eu escolhi estudar e trabalhar: marketing.
O mercado também vive em desterro constante. Mudam as plataformas, os comportamentos, as estratégias, os desejos, as regras, os preços. O que funciona hoje pode parecer obsoleto amanhã. E o profissional que insiste em permanecer no mesmo lugar, mais cedo ou mais tarde, também se torna deslocado.
E esta espécie de jornal pessoal existe nesse intervalo.
Entre o que eu observo e o que eu tento entender. Entre o mercado e as pessoas. Entre o ruído das mudanças e a tentativa de organizar algum sentido nisso tudo.
Aqui, escrevo sobre marketing, cultura e comportamento, mas também sobre transformação — a minha e do mundo ao redor.
Este é um jornal de ideias e reflexões. Não é para quem busca respostas. Para isso, você pode continuar com o seu ChatGPT.
Aqui é para quem ainda insiste em pensar no meio do caos.
Assim, se tudo está sempre mudando, isso aqui pode ser visto como uma recusa em ser só levada pelo movimento ou, no mínimo, uma tentativa de escolher para onde ir no meio dele.
Ou veja como quiser.